LUTAS |
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Jiu Jitsu |
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A HISTÓRIA DO JIU JITSU
O Jiu-Jitsu foi se moldando de diversas maneiras e, mesmo que sua origem não tenha precisa exatidão quando se refere a uma data, sabe-se que era oriundo dos mosteiros hindus da Idade Média, onde fora concebido como forma de defesa alternativa - que defendesse, neutralizasse, anulasse e subjugasse sem causar danos físicos ao adversário - preceitos estes que não viriam violentar os rígidos dogmas religiosos dos monges budistas. O Jiu-Jitsu, que em japonês significa "Arte Suave", desde os seus primórdios, teve sempre como filosofia básica a autodefesa, mesmo quando esta, implicasse na necessidade de ataque preventivo ao adversário. Ao imigrar para o Japão, o Jiu-Jitsu encontrou ali seu habitat, transformando-se no esporte nacional por excelência. Os samurais (guerreiros japoneses - este termo "samurai" vem do radical "samuru" que significa servir a sociedade, ao mais frágil) já eram obrigados a lutar, vez ou outra, sem emprego de armas. Desta forma faz-se necessário relembrar os "velhos tempos" dos guerreiros japoneses, da supremacia absoluta até a perda de poderes com a era Meiji. Em combates corpo a corpo, eram utilizadas espadas e lanças pelos guerreiros, que, ocasionalmente, acabavam tendo de lutar de mãos vazias. Os chamados samurais (Bushis) eram os guerreiros japoneses que constituíam uma classe hereditária a serviço dos senhores feudais e que seguiam as regras do código ético do Bushido. Este tipo de luta era chamado de "Kumi-uchi", método pela qual as técnicas mais avançadas de agarre para combate corpo a corpo teriam passado ao Jiu-Jitsu. A distinção de classes era rigidamente observada entre o guerreiro e o indivíduo comum. Ao comum, proibia-se o uso de qualquer tipo de espada e, como forma de autodefesa tiveram que aprender a arte de lutar de mãos vazias. Nesta mesma época a classe dos Samurais ( Bushis) perdeu todos os seus privilégios e o costume de portar duas espadas (uma longa e outra curta) foi banido através da proibição por um Decreto. Consequentemente, tornou-se necessário desenvolver um eficiente método de autodefesa desarmada. Métodos específicos de como golpear com as mãos, dedos, cotovelos e punhos; atingir os olhos; chutar com a rótula, calcanhar ou bola do pé; curvar e torcer as juntas, foram estudados e aprimorados para que uma pessoa desarmada ou supostamente impedida de usar armas pudesse subjugar o adversário. No final do século 19 e início do século 20 era considerado 'crime de lesa a Pátria' o ensino de Jiu-Jitsu a estrangeiros. O JIU JITSU NO BRASILO caminho percorrido, com êxito, por Mitsuyo Maeda, o "Conde Koma", nascido na Vila de Fumugawa, uma província de Hirozaki, no Japão, em 1880. Maeda, o introdutor do Jiu-Jitsu no Brasil, começou a vida nas artes marciais praticando sumo, contudo sua compleição física (1,60m e 70kg) não era mais adequada à pratica daquela arte, levando-o a optar por outra modalidade marcial que não exigisse grande porte físico. Foi a partir daí que entrou para o Kodokan, atual Centro Mundial de Judo, que na época unificava os vários estilos de Jiu-Jitsu. Maeda conseguiu impor-se no Jiu-Jitsu e obteve valorosas vitórias, ficando conhecido no Japão como "O homem das mil lutas". Consta que Maeda também treinou com um mestre do estilo Kito Ryu. Em meados de 1904, já como judoca de 4º grau e, após obter o titulo de campeão Japonês e, posteriormente, campeão Mundial, Maeda afastou-se das competições. E o motivo deste afastamento era simples: não havia mais competidores à sua altura e ele teria que ceder seu posto a outro lutador. Mas, o afastamento em competições não foi motivo de tristeza para Maeda, pois o presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, havia solicitado a Jigoro Kano, fundador do Judo, que propagasse esta arte na América. Roosevelt, o 26º presidente dos EUA, adotou uma política externa expansionista, incluindo também os esportes em geral. Desta forma Jigoro Kano, uniu-se a Maeda, Tsunejiro Tomita (seu principal pupilo) e Shinshiro Satake, para iniciar o desenvolvimento da, então, recém criada modalidade, o Judo. Importa ressaltar que naquela época as técnicas do Judo eram, em sua maioria, as do Jiu-Jitsu. A propagação iniciou-se com novos desafios a Maeda, que defrontou-se com inúmeros adversários, em combates que só terminavam com a rendição de um lutador. Este tipo de combate parecia renascer o espírito Shogun do Japão Antigo, no qual o Samurai entrava numa contenda sem temer jamais a morte. Ao realizar sua meta inicial e, após vencer inúmeros desafios, Maeda seguiu à Europa, por volta de 1908, aportando em vários países, como a Rússia,Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Bélgica e Espanha. Esta foi a mesma época em que os primeiros imigrantes nipônicos aportaram no Brasil, que começava a "abrir as portas" aos estrangeiros para estimular o desenvolvimento agrícola do país. Na Europa, Maeda repetiria sua saga, com numerosas vitorias sobre os que ousaram enfrentá-lo. Foi nesta época que recebeu o honroso título de "Conde Koma". Retornando à América, primeiramente ao México, passou em seguida por Cuba, vindo, finalmente ao Brasil em 1913. Maeda aportou em Santos (SP) e passou por várias cidades brasileiras, fixando-se em Belém (PA). Sua paixão pelo Brasil era tanta que Maeda, mesmo saindo de Belém e voltando ao Japão, onde permaneceu por dois anos, retornou a cidade paraense, estabelecendo residência definitiva. Sua academia, possuía um Dojo de 16 metros quadrados, construído em madeira e coberto de serragem, que fazia as partes do tatami. Era lá que Maeda treinava vários alunos e um, em especial, destacava-se com vontade impressionante : Carlos Gracie, o homem que deu sequência aos ensinamentos de Maeda e que foi o maior propagador do Jiu-Jitsu no Brasil e que recebeu o título de "Patriarca do Jiu-Jitsu Brasileiro". Sua família, a mais importante nesta arte marcial, originou um estilo próprio e eficaz de combate, tornando a modalidade muito popular no Rio de Janeiro (RJ) e no Brasil inteiro, chegando a exportar o estilo à outros países, com total sucesso. Afora suas atribuições com o esporte, Maeda tinha um papel fundamental para os imigrantes japoneses e não poupava esforços para que se adaptassem da melhor maneira no Brasil. Maeda tinha um sonho em construir uma nova pátria e até tinha escolhido um local, a Amazônia. No âmbito pessoal, Maeda casou-se com a inglesa Mary, mas, não teve descendentes e, assim, adotou Celeste, uma garota natural de Belém(PA) a quem amou como se fora filha legítima. Maeda morreu no "auge" da II Guerra Mundial (1939 a 1945), com 61 anos, a 28 de novembro de 1941, precisamente às 4h 05, vítima de incurável uremia. Consta que, ao sentir esvaírem-se as forças, pediu água e ao sorvê-la teria murmurado, já com a voz tremula e longínqua: "parece água do Japão...quero voltar ao Japão". O corpo foi sepultado no cemitério Santa Izabel, em Belém(PA), em túmulo doado pelo governo do Pará, fato que demonstrava a gratidão por seus esforços e árduo trabalho.O mérito de Mitsuyo Maeda perpetua-se e se perpetuará até quando, de uma forma ou de outra, viver a arte que trouxe do Japão e aqui ensinou com tanto desvelo. Anônimo para muitos brasileiros -sobretudo as novas gerações - Maeda ainda é lembrado no berço natal onde, apesar de ter vivido pequena parte de sua vida, deixou a realização de uma obra. A EXPANÇÃO DO JIU JITSU NO BRASILA dinastia Gracie iniciou-se com o pupilo de Mitsuyo Maeda, Carlos Gracie, que, em 1919 iniciou seu aprendizado com o "Conde Koma". Carlos, por sua vez, ensinou a arte à seus irmãos, Oswaldo, Gastão, George e Hélio. Todos passaram a difundir as técnicas da arte suave pelo Brasil. O amor e a paixão pelo Jiu-Jitsu era tanta que os mestres ensinavam-no apenas por prazer e sem nenhuma finalidade financeira. Os agricultores improvisavam os Dojos de todas as formas, jogando uma lona sobre barbas de bode, serragem e outros materiais. A família Gracie iniciou uma série de desafios por todo o país, no intuito de mostrar a superioridade do jiu-jitsu e provar que a técnica da arte era superior a de outras modalidades de combate. Não há que se contestar que foi através dos esforços e da grande visão desta família que a arte do Jiu-Jitsu foi difundida no Brasil. |
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Karatê |
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A HISTÓRIA DO KARATÊ
A palavra Karatê significa "mãos vazias" (kara - vazia / te - mãos), mas o karatê (assim como outras artes marciais japonesas) ultrapassa a questão de arte marcial, e passa a ser um caminho para o desenvolvimento espiritual, sendo acrescentado ao nome a palavra "Do" que significa "caminho". Sendo assim, Karatê-Dô significa "caminho das mãos vazias". As primeiras formas de auto-defesa humanas datam de aproximadamente dos seculos VI e V antes de Cristo na Índia chamada "Vajramushti" (aquele cujo punho cerrado é inflexível ).Bodhidharma, viajou da Índia para a China para ensinar Budismo no Templo Shaolin. Ele ensinou aos outros nomes técnicas de defesa pessoal aos outros monges. Esses ensinamentos são a base do Kung Fu Shaolin. Durante a dinastia Ming, somente cinco monges escaparam da destruição do templo Shaolin. Os cinco sobreviventes tornaram-se conhecidos como "Os Cinco Ancestrais". Eles vagaram por toda China, cada um ensinando sua própria forma de Kung Fu. Muitos historiadores de hoje em dia acreditam que este fato deu origem aos cinco estilos básicos de Kung Fu: Tigre, Dragão, Leopardo, Serpente e Garça. Os chineses que emigraram para as ilhas de Okinawa criaram novos sistemas de luta baseados no aprendizado absorvido na China. O nome genérico dado às formas de luta de Okinawa foi "Te" (que significa "mão"). Com isso, surgiram os principais estilos da época: Shuri-te, Naha-te e Tomari-te (nomes originários das cidades onde foram desenvolvidos). Sakugawa (1733-1815) ensinou Sokon "Bushi" Matsumura (1796-1893) e Anko Itosu (1813-1915), ambos do estilo Shuri-te, dando origem aos estilos conhecidos hoje como Shotokan, Shito-ryu e Isshin Ryu. A ORIGEM DO KARATÊ DE GISHIN FUNAKOSHIFunakoshi nasceu em Shuri, Okinawa, em 1868 era filho único e logo após seu nascimento foi levado para a casa dos avós maternos, onde foi educado e aprendeu poesia clássica chinesa. Algum tempo depois ele começou a freqüentar a escola primária, onde conheceu outro garoto de quem ficou muito amigo. Esse garoto era filho de Yasutsune Azato, um dois maiores especialistas de Okinawa na arte do Karatê, e membro de uma família das mais respeitadas. Logo Funakoshi começou a tomar suas primeiras lições de Karatê. Já com o mestre Itosu, aprendeu o sistema Shuri-tê. Tornou-se expert em ambos os estílos e tornou-se como um dos melhores lutadores de Okinawa. A técnica de luta de Okinawa manteve-se na ilha e reservada durante muito tempo, só aparecendo publicamente no final do século XIX, época em que seu ensino passou a fazer parte do ensino escolar. Após vários anos, a prática do Karatê deu grande contribuição para a saúde de Funakoshi, que fora uma criança muito frágil e doentia. Ele gostava muito do Karatê, mas como não pensava que pudesse fazer dele uma profissão, inscreveu-se e foi aceito como professor de uma escola primária em 1888, aos 21 anos, aproveitando toda a cultura adquirida desde a infância quando seus avós lhe ensinavam os Clássicos Chineses. Esta deveria ser sua carreira a partir de então. Em meados do século, Funakoshi foi escolhido como um representante da ilha, para demonstrar o Okinawa-tê no Japão, mais propriamente em uma exposição de educação física promovida pelo governo japonês em Tóquio. A arte das mãos vazias, foi muito bem aceita e o mestre Jigoro Kano (criador do Judô) convidou-o a permanecer e ensinar sua arte no Japão. Funakoshi reestruturou e codificou as técnicas de luta passando a chamá-las de Karatê-Dô. No Japão, Funakoshi foi ajudado por Jigoro Kano, o homem que reuniu vários estilos diferentes de Jitsus para fundar o Judo. Kano tornou-se amigo íntimo de Funakoshi, e sem sua ajuda nunca teria havido Karatê no Japão. Kano o introduziu às pessoas certas, levou-o às festas certas, caminhou com ele através dos círculos sociais da elite japonesa. Mais tarde naquele ano, as classes mais altas dos japoneses se convenceram do valor do treinamento do Karatê. A modalidade passou a ser divulgada em universidades, espalhando-se pelo Japão. Funakoshi publica então o livro Karatê dô Kyohan, obra que sintetizou o seu trabalho. Funakoshi tinha 71 anos em 1939, e foi quando ele deu o primeiro passo dentro de um Dojo de Karatê em 29 de Janeiro. O prédio foi feito de doações particulares, e uma placa foi pendurada sobre a entrada e dizia: "Shotokan". "Sho" significa pinheiro. "To" significa ondas ou o som que as árvores fazem quando o vento bate nelas. "Kan" significa edificação ou salão. "Shoto" era o pseudônimo que Funakoshi usava para assinar suas caligrafias quando jovem, pois quando ele ia escrevê-las se recolhia em um lugar mais afastado, onde pudesse buscar inspiração, ouvindo apenas o barulho do pinheiros ondulando ao vento. Esse nome dado ao Shotokan Karate Dojo foi uma homenagem de seus alunos. Nascia o primeiro Dojo independente de Karatê. Com isso, o Karatê foi incorporado pelas antigas artes do Budô, adaptando-o técnica e filosoficamente ao Japão. A segunda guerra mundial interrompeu o crescimento do Karatê, quando a sede do Shotokan foi destruída num ataque aéreo. Em 1948 foi criada a Nihon Karatê Kyokai (Associação Japonesa de Karatê) tendo mestre Funakoshi como mentor, sendo assessorado diretamente por Massatoshi Nakayama e Hidetaka Nishiyama. UMA REFORMA NO KARATÊA história do mestre Gichin Funakoshi se confunde com a própria história do Karatê, por isso a ele é creditado o título de "Pai do Karatê Moderno", devido aos seus esforços em divulgar essa arte para o mundo. Funakoshi era Taoísta, e ele ensinava Clássicos Chineses, como o Tao Te Ching de Lao Tzu, enquanto ele estava vivendo em Okinawa. Funakoshi era profundamente religioso. Ele tinha muito medo de que o Karatê se tornasse um instrumento de destruição, e provavelmente queria eliminar do treinamento algumas aplicações mortais dos katas. Então, ele parou de fazer essas aplicações. Ele também começou a desenvolver estilos de luta que fossem menos perigosos. Funakoshi teve sucesso ao remover do Karatê técnicas de quebras de juntas, de ossos, dedos nos olhos, chaves de cotovelo, esmagamento de testículos, criando um novo mundo de desafios e luta em equipe onde somente umas poucas técnicas seriam legais. Ele fez isso baseado nos seus propósitos e com total conhecimento dos resultados. Em 1936, Funakoshi mudou os caracteres Kanji utilizados para escrever a palavra Karatê. O caracter "Kara" significava "China", e o caracter "Te" significava "Mão". Para popularizar mais a arte no Japão, ele mudou o caracter "Kara" por outro, que significa "Vazio". De "Mãos Chinesas" o Karatê passou a significar "Mãos Vazias", e como os dois caracteres são lidos exatamente do mesmo jeito, então a pronúncia da palavra continuou a mesma. Além disso, Funakoshi defendia que o termo "Mãos Vazias" seria o mais apropriado, pois representa não só o fato de o Karatê ser um método de defesa sem armas, mas também representa o espírito do Karatê, que é esvaziar o corpo de todos os desejos e vaidades terrenos. Com essa mudança, Funakoshi iniciou um trabalho de revisão e simplificação, que também passou pelos nomes dos katas, pois ele também acreditava que os japoneses não dariam muita atenção por qualquer coisa que tivesse a ver com o dialeto caipira (interiorano) de Okinawa. Por isso ele resolveu mudar não só nome da arte mas também os nomes dos katas. Ele estava certo, e seus número cresceram mais ainda. Gichin Funakoshi, o "Pai do Karate Moderno", faleceu no dia 26 de abril de 1957. No seu túmulo está gravada sua célebre frase: "Karate Ni Sente Nashi". O monumento está localizado no Templo Engakuji na cidade de Kamakura, Japão. A MORTE DO HERDEIROFoi então que Gigo Funakoshi, também conhecido como Yoshitaka, dependendo como se pronuncia os caracteres de seu nome, filho de Funakoshi, um jovem e promissor mestre de Karatê no seu próprio direito, aquele que Funakoshi estava contando para substituí-lo como instrutor do Shotokan, pegou tuberculose em 1945 e veio a falecer enquanto teimosamente recusa-se a comer a ração americana dada ao povo faminto. |
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Kung Fu |
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A HISTÓRIA DO KUNG FU SHAOLIN DO NORTE
Ao Norte da China, entre cinco cordilheiras, está localizada a província de Ho-Nan, o grande centro de desenvolvimento das artes marciais chinesas. Conta-se que as artes marciais eram privilégios de poucos, atingindo somente a nobreza. Com o passar dos anos as artes marciais tornaram-se de grande valia para revoluções, guerras e também para manter a ordem entre o povo.Segundo a história, um imperador com tendências religiosas determinou que fosse construído um templo de formação budista. O templo foi construído numa pequena floresta no monte Sung, recebendo o nome da mesma. Com o passar dos anos, devido ao estado físico debilitado dos monges, foi necessária a implantação de exercícios que formaram a base do Kung Fu Shaolin. O mosteiro Shaolin teve uma história turbulenta. Foi seriamente afetado por incêndios em três guerras, sendo o primeiro na Dinastia Sui, o segundo da Dinastia Qing (1644-1911) e o terceiro - o mais catastrófico de todos - em 1928, quando o fogo destruiu templos e valiosos documentos, que relatavam o estudo do desenvolvimento do Shaolin Kung Fu, por mais de 40 dias. O templo ocupava uma região muito grande. Era completamente auto-suficiente. Somente monges e noviços podiam viver junto ao templo, onde cada um desempenhava diferentes papéis para sua manutenção Com o desenvolvimento de seu Kung Fu, Shaolin alcançou grande destaque, contudo o Wushu de Shaolin era ensinado somente aos monges do mosteiro. E assim ocorreu até que o abade superior Chaur Yuan resolveu abrir as portas do monastério Shaolin e ensinar sua valiosa arte marcial as pessoas que não eram integrantes do monastério. Este fato possibilitou pessoas menos privilegiadas a aprenderem o famoso Kung Fu Shaolin, ocasionando grande revolução nas artes marciais chinesas tornando-as populares e abrindo caminho para formação de grandes lutadores. Os movimentos do Shaolin do Norte foram criados com base nos animais e nos elementos da natureza. Sua prática, que envolve todas as partes do corpo, foram desenvolvidos para aumentar a resistência, força, velocidade, equilibrio e elasticidade, além de aprimorar a capacidade de concentração e respiração .São ensinados também combates simulados, podendo ser com mãos livres e com armas. Este trabalho visa ao desenvolvimento da coordenação, aos reflexos e à noção de distância. destacando claramente movimentos de braços, pernas , olhos e equilibrando força e graça, ou "rigidez" com "suavidade", os movimentos de Shaolin Kung Fu são simples e compactos, rápidos e sólidos, e são todos realizados em posturas naturais e flexiveis juntamente com um trabalho de pernas firmes e leve. Os socos são como ondas , com os braços que aparecem não estar flexionados nem completamente estendidos. Os olhos estão fixados no adversário, lendo suas intenções. Em combate , o mestre de Shaolin Kung Fu tem aparência impetuosa, mas permanece internamente calmo. Longe de ser uma arte de demonstração , Shaolin Kung fu possui definidos propósitos práticos. Uma vez que foi desenvolvido para o combate a curta distância, pode ser praticado em espaços pequenos. O estilo Shaolin do Norte envolve, além dos trabalhos citados, o combate livre e técnicas
de quebrantamento, possibilitando uma evolução maior para o praticante através de exercícios altamente elaborados e de eficiência
longamente comprovada. |
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Taekwondo |
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A HISTÓRIA DO TAEKWONDO
O termo "Tae Kwon Do" significa literalmente "caminho dos pés e das mãos através da mente", e foi assim denominada, em 1965, com a junção dos vários estilos milenares existentes na Coréia, como o Taekyon, Soobak, entre outras. Durante uma aula de taekwondo utiliza-se 70% dos pés e 30% das mãos e é uma arte que pode ser praticada sem restrição de sexo e idade. Numa competição desportiva utiliza-se 90% dos pés, portanto é a modalidade de combate que mais utiliza o membro inferior, predominando a arte de soltura e agilidade na prática. O Taekwondo surgiu na península da Coréia. Naquela época existiam três reinos que praticavam uma maneira de se defender e demonstrar nas festas de colheita. Um dos reinos mais fracos, Silla, era saqueado e obrigado a entregar parte da sua colheita as reinos mais fortes, assim o grupo de jovens formou o "Hwarang-Do" para defender-se dos invasores do reino, que começaram a praticar o Taekyon, o atual Taekwondo. Esse grupo era fundamentado num rigoroso código de honra regido por cinco itens: obediência ao rei; respeito aos pais; lealdade com os amigos; nunca recuar ante o inimigo; e só matar quando não houvesse alternativa. A partir daí aprimoraram-se as formas de lutar bem como a disciplina mental. Assim fortaleceram a força e a capacidade de cada lutador, tornando-se quase invencíveis. Silla conseguiu unificar os demais reinos, surgindo desta união de terras o que conhecemos hoje por CORÉIA. TAEKWONDO NO BRASILNo início do mês de junho de 1970, foi enviado ao Brasil pelo presidente da Federação Internacional de Taekwondo, o general Choi Hong Hee, o grão-mestre Sang Min Cho, 8º dan, com a missão de dinfudir e implantar na América do Sul o Taekwondo, arte marcial coreana. Cumprindo a missão a ele confiada, o mestre Sang Min Cho fundou a primeira academia para a prática do Taekwondo no Brasil, em 08 de agosto de 1970, a atual Academia Liberdade. A sua função deu-se a frente a diversas dificuldades, as principais foram o idioma português, a forma verbal da comunicação, os hábitos e costumes do povo brasileiro.Entretanto, as dificuldades foram sendo superadas num tempo muito mais rápido que o previsto inicialmente, talvez por ter sido um esporte muito bem aceito pelo povo brasileiro. FUNDAMENTOS DO TAEKWONDOO ser humano nunca se satisfaz em apenas sobreviver, deseja sempre viver bem e com saúde. É exatamente nisso que baseiam os fundamentos do Taekwondo, o perfeito equilíbrio do físico e da mente com o propósito de acrescentar confiança plena na realização de qualquer tarefa, capacidade de liderança e o respeito ao próximo. Assim, todo aquele que pratica o Taekwondo adquire o desenvolvimento físico do seu corpo, que o faz mais seguro de si mesmo, e a disciplina mental, que o torna muito mais equilibrado transformando-o numa pessoa com o alto espírito confiante, generoso, justo, humilde e um verdadeiro líder. |
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